Ecocitrus constrói biodigestores em escala inovadora no Brasil para tratamento de resíduos agrossilvopastoris

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Cooperativa de porte internacional localizada em Montenegro – RS implanta sistema pioneiro nesta escala no Brasil para produção de biofertilizantes e energia renovável. Empresa fornece adubo orgânico gratuito a agricultores e completa toda a cadeia agrícola, tendo como princípio a preservação do meio ambiente

A Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (Ecocitrus), de Montenegro – RS, segue a linha de inovação característica da entidade e constrói seis biodigestores para tratamento de resíduos sólidos e líquido-pastosos de origem agrossilvopastoril. Os equipamentos têm capacidade instalada de 10.000 metros cúbicos de área de processo. O valor investido em todos os equipamentos para o processo de biodigestão – incluindo pesquisas, instalação e tratamento de resíduos – foi de R$ 5,5 milhões. Também são construídos novos sistemas periféricos, como bacia de maturação, bacia de equalização e de revolvimento automatizados.

O tratamento de 80% dos substratos que chegam à Usina de Compostagem da Ecocitrus agora é anaeróbico – ou seja, realizado por bactérias em espaços de ausência de oxigênio e locais fechados, gerando o biodigestado, posteriormente transformado em biofertilizantes. Os biofertilizantes produzidos pela cooperativa a partir da decomposição dos resíduos são fornecidos gratuitamente a agricultores. Também há a possibilidade de produção do biogás para geração de energia elétrica, com capacidade instalada de 2,5 megawatts.

“Esse projeto é piloto e inovador nesta escala para tratamento de resíduos agrossilvopastoris no Brasil. Não tínhamos ninguém para nos basear dentro do país. É um sistema comum em países da Europa, por exemplo, mas aqui não havia ainda”, afirma o presidente da Ecocitrus, Maique Kochenborger.

Atualmente, em torno de 100 empresas de todo o Rio Grande do Sul, sobretudo do setor alimentício e de frigoríficos, destinam seus resíduos industriais na unidade, que recebe em torno de 10 mil metros cúbicos por mês. A quantidade mensal de biofertilizantes gerados é de 3.300 m³, que beneficiam aproximadamente 100 agricultores da região do Vale do Caí e de cidades próximas.

A implantação dos biodigestores acompanha a linha de inovação característica da entidade, que prima pelos princípios éticos, agroecológicos e socioambientais. “A Ecocitrus completa todo o ciclo da cadeia agrícola, desde o tratamento de resíduos até a adubação orgânica, a compra do produto dos associados e o beneficiamento em nossa agroindústria”, lembra Kochenborger. Além de tratar resíduos na planta da Compostagem, a Ecocitrus possui uma agroindústria que beneficia a produção agroecológica dos associados, transformando bergamota, laranja e mandarina em sucos e óleos essenciais, que são exportados ao mercado europeu.

Usina de Compostagem supre necessidade de adubação orgânica

A Usina de Compostagem de Resíduos Agroindustriais da Ecocitrus foi construída em 1995, um ano após a fundação da cooperativa, por meio da mobilização dos agricultores, que sentiam falta de adubos orgânicos para aplicação nas lavouras. Por meio de discussões com os associados, surgiu a ideia de criar uma usina própria, com a intenção de construir algo positivo não somente para os agricultores, mas para toda a região do Vale do Caí.

As primeiras parcerias com empresas da região foram firmadas, solucionando a destinação dos resíduos industriais de muitas delas. Em 1997, os associados da Ecocitrus começaram a receber gratuitamente as primeiras cotas de composto orgânico. Nos anos posteriores, a usina também passou a comercializar o excedente de produção para outros públicos – o que acontece até hoje, pois qualquer agricultor interessado pode solicitar o recebimento, sem custos, do biofertilizante.

Sobre a Ecocitrus

Inovação, agroecologia e construção conjunta sempre foram marca da cooperativa, que é reconhecida internacionalmente e, hoje, exporta a produção de sucos e óleos essenciais para a Europa

A Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí foi fundada em novembro de 1994, por meio de um acordo de cooperação técnica entre Brasil e Alemanha, iniciado com o Projeto PRORENDA e sendo conduzido, no Rio Grande do Sul, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com a colaboração da GTZ (Sociedade Alemã de Cooperação Técnica). 14 citricultores são sócios-fundadores da entidade, que hoje conta com mais de uma centena no quadro de associados.

A Ecocitrus é uma cooperativa consolidada no mercado, reconhecida internacionalmente pela produção de citros no modelo agroecológico, e por investir de forma pioneira na produção de biofertilizantes e, a partir de 2012, de biogás a partir do tratamento de resíduos industriais. A produção atual de sucos e óleos essenciais da agroindústria é exportada a países como França e Alemanha.

A cooperativa também é reconhecida por praticar um modelo de gestão que prima pela construção conjunta e pelo protagonismo dos associados em todas as tomadas de decisão, recebendo visitas técnicas de todo o país para mostrar o modelo inovador que empodera agricultores e gera renda a famílias do Vale do Caí.

Fonte: Cultivo Comunicação Rural

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